segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A chata ou as baratas


A chata ou as baratas

          Esta noite tive um sonho.  Sonhei que os cachorros, gatos, peixes, pássaros, moscas, baratas, todos, tinham a voz ardida da minha irmã mais nova, a Andréia.
          No sonho, todos os bichos começaram a se manifestar ao mesmo tempo: o cachorro latia, o gato miava, as moscas zumbiam, as baratas corriam e os peixes nadavam. Eu queria fugir, mas as pernas não me obedeciam.  Foi quando as baratas descontroladas e cegas começaram a subir em meus pés descalços... Ai!
          Abri a boca para gritar, apavorado, mas a voz não saía, e quando saiu era igual à voz da chata da minha irmã, que de repente entrou no meu sonho e falou:
         ___ACORDA, VAMOS BRINCAR!
         Pulei da cama e, quando a vi acordada, em cima do meu pé no lugar das baratas, confesso:  até gostei.
         Pensando bem, minha irmã não é assim tão ruim como parece.

Agora, com bastante atenção responda as questões de 01 a 05

Questão 01.  
Os bichos que, no sonho do narrador, tinham a voz igual à da Andréia   eram:

(A) os cachorros, gatos e peixes.
(B) os cachorros, gatos, peixes e pássaros.
(C) os cachorros, gatos, peixes, pássaros e moscas.
(D) os cachorros, gatos, peixes, pássaros, moscas e baratas.
        
Questão 02.  
Você entende que, no sonho, o narrador ficou apavorado, sem voz.   Por que ele ficou sem voz?

(A) as baratas começaram a subir em seus pés.
(B) os bichos tinham a mesma voz ardida da irmã.
(C) a irmã não era assim tão ruim.
(D) a irmã entrou em seu sonho e falou.

Questão 03. 
A frase:  Foi quando as baratas descontroladas e cegas começaram a subir em meus   pés  descalços... e as reticências (...) mostram que as baratas:

(A) pararam de subir nos pés do menino.
(B) continuaram a subir, subir, subir.
(C) fugiram assustadas.
(D) ficaram cegas de repente.

Questão 04.  
O texto A chata e as baratas foi escrito para:

(A) explicar por que as crianças sonham.
(B) ensinar que irmãos não devem brigar.
(C) contar uma história divertida.
(D) provar que as crianças são sempre medrosas.

Questão 05.  
Um título que também combina com o texto é:

(A) A voz dos bichos.
(B) O fim de um pesadelo.
(C) Os bichos que eu amo.
(D) Um lindo sonho.


Releia este trecho para responder às questões 6 e 7.

Abri a boca para gritar, apavorado, mas a voz não saía, e quando saiu era igual à voz da chata da minha irmã, que de repente entrou no meu
sonho e falou:
— ACORDA, VAMOS BRINCAR!

Questão 06.  
A frase —ACORDA, VAMOS BRINCAR!, escrita em letras maiúsculas e o ponto de exclamação (!) mostram que Andréia estava:

(A) assustada.
(B) nervosa.
(C) triste.
(D) animada.

Questão 07.  
As frases destacadas, em negrito, no trecho acima representam a fala:

(A) do narrador.
(B) de Andréia.
(C) de um dos bichos.
(D) da mãe das crianças

Questão 08            

_ Juquinha ,você sabe por que os pintinhos saem dos ovos?
_ Sei sim mãe. Eles saem para não acabar na frigideira também!

Eles saem para não acabar na frigideira também! A palavra grifada refere-se:

(   A  ) aos ovos.    
(  B  ) aos pintinhos.     
( C )    á mãe.         
( D  ) ao Juquinha.
        

Questão 09– Leia o texto abaixo e responda:

           Pipoca & Batatinha – Quando Um Não Quer, Dois Não Brigam!

O espetáculo conta a história de divertidos palhaços, cheios de manias, gostos e vontades extremamente opostos, que encaram a difícil tarefa de conviver.
       Minas Shopping(av. Cristiano Machado, 4.000, União.) 15:30, sábado e domingo, às 16h30. Entradafranca.

O  tipo de texto descrito acima é:              
 (  A   ) uma notícia
 (  B   ) uma classificação
 (  C   ) uma propaganda
 (  D   ) uma receita        

10- O assunto do  espetáculo  será sobre:

(  A   )  pipocas         
(  B   )  gostos e vontades     
(  C   )  shoppings   
(  D   ) divertidos  palhaços   



Questão 11
A galinha medrosa

    Logo ao nascer do sol, uma galinha medrosa, que acordou antes das outras, saiu do galinheiro. Ainda tonta de sono e meio distraída, viu a própria sombra atrás dela e levou o maior susto:
   - Cocó... cococó... cocoricó... socorro! Tem um bicho horroroso me perseguindo! Cocoricó... cocoricó...
     E saiu correndo pra lá e pra cá, toda arrepiada, soltando penas para tudo quanto é lado. A barulheira acordou as outras galinhas que, assustadas saíram do galinheiro (...)

Fonte: LACOCCA, Liliana e Michele. A galinha e a sombra. SP: Ática, 1990.

De acordo com o texto, o que provocou medo na galinha:

(  A  )       Acordar com o nascer do sol.
(  B  )       Ver sua própria sombra.
(  C  )      Acordar antes das outras.
(  D  )      Ver um bicho no galinheiro.


sábado, 16 de janeiro de 2016

       O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947





1- A expressão “Meu Deus” significa que o autor:

(  A   ) alegrou-se com a cena.                   
( B    ) ficou indiferente.
( C    ) solucionou um problema social.
( D    ) fiou chocado com o espetáculo.

2- A causa principal da nossa admiração pela poesia é porque:

(  A   ) o autor retratou a cena que humilha a condição humana.                
(   B  ) o autor procurou comparar o homem com cães e gatos.
(   C  ) o homem já não vive mais nesse ambiente de miséria.
(   D  ) é falsa a notícia de que a humanidade passa fome.

3 - Essa admiração nos dá o sentimento de:

(  A   ) prazer.
(  B   ) admiração.
(  C   ) pena.
(  D   ) desprezo.

4 - A intenção do autor ao usar a palavra “bicho” parece que:

(  A   ) procurou chamar a nossa atenção para animais do lixo.                
(  B   ) a história é mesmo sobre um lixo.
(  C   ) o homem se viu reduzido a condição de animal.
(  D   ) o homem deve ser tratado como animal.

5- O que motivou o bicho a catar restos foi:

(  A   ) a própria fome.
(  B   ) a imundice do pátio.
( C    ) o cheiro da comida.
(  D   ) a amizade pelo cão.

6 - O assunto do texto é:

(  A   ) a imundice de um pátio.
(  B   ) um bicho faminto.
(  C   ) a comida que as pessoas jogam fora.
(  D   ) a triste situação de um homem.

7 -  Destaque o verbo nesta frase: “Vi ontem um bicho na imundice do pátio.”

8 - Este poema serve para:

(  A   ) distrair.
(  B   ) informar sobre um acontecimento.
(  C   ) partilhar um sentimento.
(  D   ) informar sobre a vida de um homem.

9. Esse texto apresenta:

(  A   ) fato.
(  B ) opinião.
(  C ) descrição.
( D ) Nenhuma das alternativas.

10 – Passe este poema para o presente do modo indicativo.


GABARITO:
1 - D
2 - A
3 - C
4 - C
5 - A
6 - D
7 - Vi
8 - C
9 – A
10 -  O bicho

Vejo hoje um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando acha alguma coisa;
Não examina nem cheira:
Engole com voracidade.
O bicho não é um cão,
Não é um gato,
Não é um rato.
O bicho, meu Deus, é um homem.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

IAIÁ E SUAS HISTÓRIAS

                                             IAIÁ E SUAS HISTÓRIAS
(Gilberto Amado)

          Iaiá era contadora  de  histórias  à  criançada, que  ao  escurecer, tendo levado banho, depois do brinquedo, vinha chegando para nossa calçada. De cabelos fouveiros amarrados por uma fita, os olhos muito abertos onde a sensibilidade tremia, olhando para todos e para ninguém, Iaiá começava a contar. Fora eu, santo de casa, toda a pequenada sentava-se ali, em torno dela. Onde tinha ido ela achar tanta história de trancoso, tanto conto da carochinha? Saíam-lhe da boca, um atrás do outro, príncipes vestidos de ouro, cavaleiro montado em dragão que botava fogo pelo nariz, bicho falando, velha que come meninos,  a passarem pelos olhos da garotada, presos aos olhos dela, uns babando. Que façanhas, sortilégios e proezas de mouras-tortas, de fadas e de velhinhas feiticeiras, de pagens encantados, de corceis, de palácios e de castelos, não trazia para aquela meninada! Vi muito molequinho chorar com as histórias, sobretudo, nas em que ela cantava, como a do “Jardineiro de Meu Pai”; cantava de cortar o coração. Vi-a, lembro-me tanto, consolando os cabrochinhas, que era só história; os cabrochinhas chorando, e ela a contagiar-se das lágrimas que provocava, chorando também. A verdade é que se esquecia de estava inventando; ficava com medo dos próprios fantasmas, figuras e monstros que criava. Como todo verdadeiro artista, acabava acreditando nas próprias criações. Se tivesse vivido em outro meio, teria sido uma atriz.
Agora faça o que se pede.

I – Marque com um X, o sinônimo  das palavras ou expressões grifadas.

1. Em: “… à criançada, que ao escurecer, tendo levado banho…”  a expressão  grifada pode ser entendida como:

A (   ) tendo levado um jato de água fria                  
B (   ) tendo tomado banho
C (   ) tendo molhado as roupas do corpo               
D (   ) tendo lavado as mãos e o rosto
2. Em: “Fora eu, santo de casa, toda a pequenada…”  a expressão grifada indica que o narrador:

A (   ) vive segundo os preceitos religiosos           C (   ) é inocente
B (   ) tem um coração bondoso                            D (   ) é da família

3. Em: “…uns babando…”  a palavra grifada pode ser entendida como:

A (   ) molhando a roupa                 B (   ) deliciando-se
C (   ) gritando de raiva                   D (   ) falando com dificuldade

4. Em: “Vi muito molequinho chorar com as histórias, sobretudo nas em que ela cantava…”  a palavra grifada equivale a:

A (   ) muito menos                   B (   ) principalmente
C (   ) em compensação           D (   ) de maneira nenhuma

5. Em: “…cantava de cortar o coração.”  a palavra grifada pode ser entendida como:

A (   ) fazer cortes                 
B (   ) separar                   
C (   ) fazer parar                  
D (   ) sensibilizar


II – Marque com um X a alternativa correta, de acordo com  texto:
6. A respeito de Iaiá, lemos no texto: “…os olhos muito abertos onde a sensibilidade tremia…”. Através desse trecho, percebemos que:

A (   ) os olhos de Iaiá eram granes e bonitos.           
B (   ) o olhar de Iaiá transmitia sua emoção
C (   ) os olhos de Iaiá estavam sempre tristes           
D (   ) o olhar de Iaiá era terno e meigo

7. O narrador diz: “Saíam-lhe da boca, um atrás do outro, príncipes vestidos de ouro, cavaleiros montados em dragão que botava fogo pelo nariz, bicho falando, velha que come menino.”. Isso significa que Iaiá:

A (   ) era muito falante                                                           
B (   ) era muito orgulhosa
C (   ) demorava muito para começar as histórias           
D (   ) tinha muita facilidade em inventar histórias

8. Por que o narrador afirma que, se Iaiá tivesse vivido em outro meio, teria sido atriz?
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GABARITO
1. b       2. D      3. B      4. B      5. D      6. B          7. D 
8. Por que ela, com certeza, teria tido oportunidade de aperfeiçoar sua vocação natural de representar personagens de teatro.


Fonte: http://portugues.camerapro.com.br

NO DIA EM QUE O GATO FALOU

                                NO DIA EM QUE O GATO FALOU
(Millôr Fernandes)

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Este gato só faltava falar.  Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas, nada!
              A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender  o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo silabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.
          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da critica, auto-crítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar, mas estava preso.Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se 25.      desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o     gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu experimento científico, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo – horror! – pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia do estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-miau, mas perfeitamente compreensível):
– Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair!
A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez.
– Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Fala o meu gatinho!
Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo: – Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! – e pulou para a rua.
Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo,sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus  escombros.
O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava: – Veja só que cretina. Passou a vida inteira para fazer eu falar e no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.
MORAL: O mal do artista é não acreditar na própria criação.
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Marque com um X o sinônimo das palavras ou expressões em destaque:

1 - Em: ”… gato de raça, de bom-tom…”, a expressão em destaque refere-se à pessoa que é:

A (   ) rica         B (   ) bondosa       C (   ) fina          D (   ) natural

2 - A  frase: “Este gato só faltava falar”  tem o mesmo significado que:

A (   ) Este gato, quando fica só, tenta falar.
B (   ) Falar é só o que falta a este gato.
C (   ) Só este gato é que falta falar.
D (   ) Só este gato é que tenta falar.

3 - Em: “Manso e inteligente, seu olhar era humano”, a palavra em destaque significa:

A (   ) próprio do homem    
B (   ) bondoso
C (   ) submisso                      
D (   ) que ama os seus semelhantes

4 - Em: “Curiosa natureza, pensava a mulher…” a palavra em destaque tem o mesmo significado que em:

A (   ) Vive arranjando confusões de toda a natureza.
B (   ) Ele contemplava a natureza com olhos de artista.
C (   ) Aquele rapaz tem péssima natureza.
D (   ) Conservava, aos quarenta anos, todas as boas qualidades de sua natureza.

5 - Em: “…e um papagaio cretino mas parlapatão…” a expressão em destaque indica que o papagaio era:

A (   ) pouco inteligente mas muito falante
B (   ) meio amalucado mas bonachão
C (   ) pouco instruído mas muito observador
D (   ) Nenhuma das alternativas

6 - Em: “E quanto mais meditava mais tempo gastava…” a palavra em destaque significa:

A (   ) planejava      B (   ) pensava      C (   ) examinava      D (   ) estudava

7 - Relacione as colunas de modo a fazer a correspondência entre as palavras que se seguem, formadas por auto e sua significação.
1. (   ) autocrítica                 a. vida de um indivíduo escrita por ele mesmo
2. (   ) autopunição              b. crítica feita por alguém a si mesmo
3. (   ) autobiografia            c. avaliação feita por um indivíduo para provar a ele próprio que sabe determinados conhecimentos
4. (   ) automóvel                  d. Veículo que se locomove por seus próprios meios
5. (   ) auto - retrato                e. castigo imposto por um indivíduo a si mesmo
6. (   ) auto - avaliação          f. retrato de um indivíduo feito por ele mesmo

8 - Em: “Temendo ver fracassado o seu experimento científico…”  a palavra em destaque significa:

A (   ) quebrado                  
B (   ) reduzido a pedaços
C (   ) mal-acabado          
D (   ) malsucedido

9 - Em: “…sepultando a dama gentil…”  a palavra em destaque significa:

A (   ) escondendo    
B (   ) isolando    C (   ) soterrando     
D (   ) abrigando

10 - Em: “…em meio aos escombros…” a palavra em destaque significa:

A (   ) restos de construção desmoronados
B (   ) cinzas resultantes de um incêndio
C (   ) ruídos provocados por um desmoronamento
D (   ) substâncias venenosas

11 - Em: “O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio…” a palavra em destaque significa:

A (   ) assustadoramente         
B (   ) tristemente
C (   ) nervosamente               
D (   ) timidamente


Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.
12 - São características da dama:

A (   ) bondade, simpatia e inteligência
B (   ) coragem, simpatia e desenvoltura
C (   ) persistência, teimosia e velhice
D (   ) Nenhuma das alternativas

13 - O gato da dama é apresentado como sendo um animal:

A (   ) bonito, terno, amigo, de boa raça e inteligente
B (   ) bonito, inteligente, pacífico e preguiçoso
C (   ) terno, amigo, raro e preguiçoso
D (   ) bonito, terno, corajoso e inteligente

14 - O fenômeno que a dama não conseguia compreender era:

A (   ) a burrice do gato                        
B (   ) a mudez do papagaio
C (   ) a inteligência do papagaio       
D (   ) a mudez do gato

15 - O papagaio percebeu o que estava para acontecer-lhe quando:

A (   ) olhou para a sua dona        
B (   ) escutou o que sua dona dizia
C (   ) aproximou-se do gato         
D (   ) já estava para ser morto

16 - Ao ter a ideia genial, a dama sentiu-se:

A (   ) arrependida por ter que sacrificar a ave
B (   ) satisfeita e recompensada
C (   ) pesarosa pelo fato de a ideia não lhe ter ocorrido antes
D (   ) temerosa de não estar certa

17 - A operação que envolve a morte do papagaio até a ingestão do alimento por parte do gato durou aproximadamente:

A (   ) 1 hora      B (   ) 2 horas      C (   ) 3 horas    D (   ) 24 horas

Responda com suas palavras:
18 - Quanto tempo era gasto diariamente pela dama com os métodos de ensino ao gato?
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19 - Quando foi que ocorreu à dama a fórmula que lhe pareceu adequada para fazer com que o gato falasse?
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GABARITO
1. c     2. B    3. A      4. B     5. A     6. B    
7. A seqüência é: b, e,  a, d, f, c       8. D     9. C
10. a     11. B     12. C     13. A      14. D    15. A     16. C      17. C
18. Todo dia a dama gastava uma a duas horas tentando ensinar o gato a falar.
19. Exatamente no dia 16 de maio de 1958.
Fonte: http://portugues.camerapro.com.br



UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA


                            UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA

         Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.
         Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos queriam: mudar-se para terra melhor.
         Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
          – Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons – agora só um, e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando…
          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.
           – É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então eu arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.
         Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada…
          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!
           João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalinho magro e partiu.
         Antes de deixar a cidade, foi visto por um amigo madrugador.
          – Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?
           – Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.
          – Mas como? Agora que você está delegado?
            – Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus.
         E sumiu.

(Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo,   Editora Brasiliense, 1965)

Feito a leitura, responda as questões propostas.

1- O texto de Monteiro Lobato retrata uma cidade que teve seus grandes dias na cultura do café. Pouco a pouco, entretanto, a cidade foi-se acabando. Dentre as alternativas abaixo qual a que explica a debilidade de Itaoca:

( A ) A deficiência dos meios de transporte impedia o escoamento da produção do café.
( B ) As pessoas mais cultas mudavam-se, buscando o conforto das grandes cidades.
( C ) O enfraquecimento das terras fazia o eixo econômico deslocar-se para outra região.
( D ) Os cargos importantes foram dados, por abuso de poder político, a pessoas incapacitadas.

2 - O autor descreve João Teodoro como homem pacato, modesto, honesto, leal. Qual destas características poderia também fazer parte dessa descrição?

( A ) otimista        (B ) derrotista          ( C ) idealista      ( D ) conformista

3 - João Teodoro resistiu à ideia de mudar-se, mas essa decisão não era definitiva. Em que situação ele se mudaria?

( A) Quando não tivesse mais ninguém morando na cidade.
(B ) Quando a cidade voltasse a ser o que era antes.
(C ) Quando algum fato o convencesse de que a cidade não oferecia mais motivo para continuar morando nela.
(D ) Quando a cidade não tivesse mais nem médicos e advogados.

4 - No entender de João Teodoro, as atribuições do delegado são: “…que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo.” Ele está:

( A ) certo, pois são essas as atribuições de todo delegado, de acordo com a Lei.
( B ) errado, pois os delegados só podem prender ou soltar pessoas mediante autorização do juiz; não podem autorizar nenhum tipo de castigo corporal, psicológico ou mental.
( C ) certo, porque são os delegados que decidem tudo o que deve ser feito na cidade onde atuam.
( D ) errado, porque são do governador essas atribuições.

5- Dê o significado dos verbos destacados nas frases abaixo:
a) Nem circo de cavalinho bate mais por aqui.
_____________________________________________________
b) João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se. ______________________________________________

6 - Dê o significado das seguintes palavras que aparecem no texto:
a) pacato (parág. 1) ________________________________
b) rábula (parág. 4) _________________________________
c)  restolho (parág. 4) _______________________________

7 - Explique a diferença de sentido entre:
a) ser delegado ______________________________________
b) estar delegado ____________________________________
______________________________________________________
GABARITO:
1.B   2.D   3.C   4.B   
5.  a) aparece            b) pensar na ideia, amadurecer a ideia
6. a) Homem que não fala muito, é quieto e que não briga com ninguém
     b) Pessoa que atua como advogado, sem ter concluído um curso de Direito.
     c) Resto, material ou pessoa sem qualidade.
7. a) Ser delegado – ter estudado e ter feito um concurso público para exercer tal profissão.

    b) estar delegado – exercer a atividade porque foi designado por autoridade governamental, sem concurso.