domingo, 28 de junho de 2015

NOVA POSTAGEM

O homem que espalhou o deserto
Ignácio de Loyola Brandão

Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia-a-dia, constante, de manhã à noite.
Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores. Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas todas. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigos. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. (...)
Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro que era imenso, tinha mais de cinquenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.
Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.
Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava habituado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.
Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvore, capões, matos atacava, limpava, deixava os montes de lenhas arrumadinhos para quem quisesse se servir. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em vias de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.
E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.
E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tornar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão. 



1) Este texto se classifica em:

(    ) narrativo                   (    ) informativo               (    ) poético

2) O narrador participa da história:

(    ) Sim.               (    ) Não.

3) Quantos parágrafos há no texto?

(    ) 10 parágrafos.                          
(    ) 8 parágrafos.                                                               
(    ) 9 parágrafos.                          

4) Reescreve as frases, substituindo as palavras ou expressões destacadas pelos sinônimos do quadro:


exterior - espantado - pegar - insignificante - experientes
  


a) O desbastamento das árvores tinha afugentado os pássaros.
b) O seu cérebro era diminuto.
c) Chegaram máquinas do estrangeiro.
d) Eles voltaram peritos de primeira linha.
e) Costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal. 

5) Escreva uma frase empregando o verbo apanhar em sentido diferente do que foi usado no texto. 
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6) Assinala as características do personagem principal:

(    ) compulsivo
(    ) alegre
(    ) obsessivo               
(    ) destruidor
(    ) amigo do meio ambiente      
(    ) de inteligência diminuta 


7 - O narrador diz que “naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente”. O que   ele quis dar a entender com a palavra felizmente

 (A) O narrador usa a palavra felizmente porque o plástico não é um material que polui muito.
(B) O narrador usa a palavra felizmente porque o plástico é um material que polui muito mais, demora a se decompor, prejudica o meio ambiente.
(c) Porque o plástico é um material que não demora a se decompor, prejudica o meio ambiente.
(D) Nenhuma das alternativas.



8 - O narrador afirma que o cérebro do personagem era diminuto e que ele demorou a encontrar uma solução. Que relação o autor pretende estabelecer entre a destruição da natureza e a inteligência? 

(A) Pessoas inteligentes constroem edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores.
(B) Pessoas inteligentes importam tratores e máquinas especializadas do estrangeiro para arrsar.
(C)       Pessoas inteligentes não destroem a natureza, pois sabem que precisamos dela.
(D)       Nenhuma das alternativas.

9 - Descreve o quintal antes e depois da ação do garoto, mostrando o contraste.

 A / antes
D/ depois

(    ) Sem árvores, sem plantas.
(    ) Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras.
(    ) O quintal ficou silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado pássaros e destruído ninhos.
(   )  Era um quintal enorme, que parecia uma chácara.

10 - Releia o trecho que mostra como a mãe se comportava em relação às atitudes do filho.  Na  tua opinião, que influência teve a mãe na educação do menino? 
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11 - Que ensinamentos podemos tirar da leitura deste texto? 
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12 - Existe relação entre o texto e a realidade em que vivemos?
Explica. 
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13 - Observe a frase: As árvores eram imensas, e o menino pequeno. 

a) Que palavras indicam contraste, isto é, têm sentido oposto? 

(  A) ) imensas, pequeno.
(B) ) imensas, grandes.
(C) ) imensas, enormes.
(D) Nenhuma das alternativas.


14 -  Agora, escreve palavras que indiquem ideias contrárias às seguintes:
 
"...afugentando pássaros": _________________________________
"...destruindo ninhos": _________________________________
"...as árvores levavam vantagem": __________________________


Produção de Texto

Produza  um  texto oposto a esse, ou seja, que traga uma mensagem positiva sobre o homem e o meio ambiente.

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Respostas: 

1- Narrativo
2- Não participa.
3- 8 parágrafos
4- a) O desbastamento das árvores tinha espantado os pássaros.
b) O seu cérebro era insignificante.
c) Chegaram máquinas do exterior.
d) Eles voltaram experientes.
e) Costumava pegar a tesoura da mãe e ia para o quintal.
5- Reposta pessoal.
6- compulsivo, obsessivo, destruidor, de inteligência diminuta 
7-  B
8 – C
9 – D, A, D, A.
10 – Pessoal.
11 – Pessoal.
12 – Pessoal.
13 – A
14 –  Atraindo, construindo, desvantagem.



domingo, 26 de abril de 2015

OUTRA ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA - 5º ANO


Nome: _______________________________________________________ Data: ___/___/___

1. Lê com atenção o texto seguinte:

PINÓQUIO

Assim que acabou de nevar, Pinóquio, com o seu belo livro de leitura novo debaixo do braço, meteu pela estrada que conduzia à escola e, enquanto caminhava, fantasiava no seu cérebro, mil raciocínios e construiu mil castelos no ar, cada um mais bonito do que o outro.
E assim, ia pensando:
- Hoje, na escola, vou aprender a ler rapidamente, amanhã aprenderei a escrever e depois de amanha a fazer contas. Então, com a minha habilidade, hei de ganhar muito dinheiro e com as primeiras moedas que me chegarem ao bolso quero dar ao meu paizinho um belo casaco de lã. Mas que digo eu, de lã? Não, mandarei fazê-lo todo de prata e de ouro e com botões brilhantes. Que aquele pobre homem bem o merece, porque realmente para me comprar o livro para que eu aprenda, ficou em mangas de camisa… e com este frio!
Só os pais são capazes de tamanhos sacrifícios.

Carol Collodi,, As aventuras de Pinóquio

1 -  Indica o nome do autor e o titulo da obra de onde foi retirado o texto que acabaste de ler.
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2 - Quem é a personagem principal da história?
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3 - Para onde se dirigia naquele dia?
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4 - O que iria ele aprender lá?
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5 -  E para que lhe serviria tudo o que aprendesse?
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6 - O que faria ele com o dinheiro que ganhasse?
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7 -  O que revela essa atitude sobre o caráter do personagem principal?
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8 – Verbo é a palavra que expressa ação, estado ou fenômeno da natureza situados no tempo.
Sublinhe  todas as formas verbais que encontras no primeiro
Parágrafo deste texto. Todas elas se encontram:

(   )  no pretérito do indicativo.
(   ) no Presente do indicativo.
(  ) no Futuro do indicativo.
(   ) no presente do subjuntivo.

9 - Copia este paragrafo (1º)  utilizando o presente do indicativo.
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10 -  E no último paragrafo qual é o tempo verbal que aparece?
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11 – Transcreva o ultimo parágrafo passando o verbo para o futuro do indicativo.
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12 - Assinala com um X as afirmações verdadeiras e corrija  as falsas.
(   ) Uma frase é uma sequencia de palavras bem organizada.
(   ) Uma frase começa com letra maiúscula.
(   ) Uma frase não apresenta sinais de pontuação.
(   ) Uma frase pode não ter sentido lógico.
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13 – Que sinais de pontuação apareceram neste texto?
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14 – Transcreva deste texto uma frase:

è Afirmativa: ____________________________________
è Interrogativa: __________________________________
è Exclamativa: __________________________________
è Afirmativa negativa.


Produção de texto

         Escreva sobre este texto que você leu: o que você achou, do que faz você lembrar, a mengem que lhe transmite.

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Atividades de Língua Portuguesa - 5º ano

Nome: ___________________________________ Data: __/__/__


E um dia aconteceu...

No reino da Pasmaceira nada acontecia.
As pessoas faziam todas os mesmos gestos, as mesmas expressões, tinham os mesmos sorrisos, num hábito sonolento e mole. O Rei dava sempre as mesmas audiências, as mesmas ordens aos mesmos ministros, que as aceitavam em reverências servis, sempre iguais, sempre as mesmas.
A certa altura começaram a acontecer coisas extraordinárias. Foi como que uma lufada de ar fresco, que agitou tudo e todos.
Apareceu uma mosca pintada no imponente nariz do retrato de Senhor Comendador, o que surpreendeu e escandalizou toda a gente.
O capachinho do boticário, por vezes levantava e baixava como um chapéu, cumprimentando para a direita e para a esquerda, perante a aflição do pobre homem, que não sabia como sair de tal situação, enquanto os que por ele passavam, riam a bom rir.
No coro da igreja, a Elsinha desafinou várias vezes, ela que tinha sempre a voz tão afinadinha!... No açucareiro do sapateiro, em vez de açúcar apareceu sal!...
Quem seria, quem não seria, toda a gente andava intrigada e
desejosa de descobrir o autor das proezas, mas por mais esforços que fizesse, nada conseguia.
Com todos estas situações imprevistas, o interesse geral pelo desenrolar dos acontecimentos era cada vez maior e as pessoas, quando se encontravam nas ruas comentavam esses estranhos acontecimentos.
Chegaram a marcar reuniões para se discutir o que tinha acontecido e o que poderia talvez vir a acontecer.
As crianças nas suas brincadeiras, tentavam imitar essas “partidas”, o que lhes dava mais vivacidade.
Um dia, o rei encontrou um rato no sapato. Deu-lhe um pontapé e, os criados ao verem o bicho às cambalhotas no ar fugiram atrapalhados, receando que lhes caísse em cima, enquanto os ministros, que esperavam para serem recebidos, riam a bom rir...
Mas, o engraçado é que, nesse momento, apareceram não se sabe como, espalhadas pelo chão, muitas bolinhas de cristal que os fizeram escorregar e cair, em posição ridícula.
E foi a vez de o rei soltar sonoras gargalhadas.
A que se devia, afinal, esta transformação radical no reino da Pasmaceira?
Um miniduende, pequenino como uma abelhinha, tinha resolvido fazer das suas...
E enquanto o rei mandava decretar que a partir desse dia o reino passaria a chamar-se Reino da Alegria, ele, escondido entre as pétalas duma rosinha, ria, ria, ria...

Renata Gil. In Boletim Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian


1 - Como era o reino da Pasmaceira?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2 – Complete as expressões.

         Neste reino:
As pessoas:
___________________________________________________
O Rei:
_____________________________________________________________
Os ministros:
 _____________________________________________________________

3 - Quem era, afinal, o responsável por todos os acontecimentos extraordinários neste reino?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4 – O que fez o  rei após os acontecimentos extraordinários?
5 – Você concorda com o que o rei decretou? Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6 -  Transcreva as palavras abaixo colocando-as na ordem alfabética e, em seguida, separe as silabas. 

Rei  -  margarida  -  duende  - boticário – açucareiro – crianças ´ audiências – brincadeiras – pasmaceira – atrapalhado – chão – ridícula
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7 – Neste texto aparecem alguns pronome. Classifique- os em:
Pronomes
Pessoal do caso reto

Pessoal do caso obliquo

Possesivo

Demonstrativo

Indefinido


8 –Releia o primeiro e o segundo paragrafo e destaque os verbos indicando as conjugações.
1ª conjugação (ar)
2ª conjugação (er)
3ª conjugação (ir)







9 - Releia o texto e transcreva os verbos que aparecem no infinitivo.
____________________________________________________________________________________________________________
 10 – Faça a conjugação dos verbos que apareceram no infinitivo.


Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas



Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas



Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas



Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas



Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas



Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas


  
Verbo: _____
Modo indicativo - Presente
Eu

Tu

Ele / ela

Nós

Vós

Eles / elas